Depoimentos: A vida continua.

Esse é o depoimento de um dos primeiros seguidores do blog. Ele resolveu nos presentear com o seu depoimento, Como sempre fazemos, vamos usar um nome fictício para se referir à ele, o nome fictício dele vai ser Douglas!

Vamos ao depoimento:


depoimento hiv
A vida continua

Olá a todos os leitores desse site incrível! Agradeço primeiramente o convite do meu amigo Jeff para vir aqui escrever um pouquinho sobre a minha trajetória de vida um pouco antes e depois do HIV.

Demorei um pouco a escrever esse texto, mas acho que somente agora me senti à vontade de falar sobre esta questão e expor um pouco sobre tudo o que aconteceu comigo nestes últimos anos.

Sou Brasileiro, do sexo masculino, 31 anos, e estudante universitário de pós-graduação no exterior. Infelizmente como já devem ter notado sou portador do vírus HIV há quase 3 anos.

Agora vou começar a falar de como me tornei HIV positivo. Comecei a relacionar com homens aos 24 anos. O meu primeiro relacionamento ocorreu com uma rapaz muito simpático e que me iniciou muito bem no mundo gay. Com este rapaz, sempre tive o cuidado de usar o preservativo imprescindivelmente. Cheguei a fazer nessa época exame e o resultado ainda era negativo. Lembro direitinho do dia. Fui fazer uma doação de sangue e eles automaticamente já faziam o teste. Quando peguei a carteirinha do SUS (Sistema único de saúde) com meu tipo sanguíneo, vi os resultados negativos para hepatites e HIV. Foi uma sensação libertadora. Mas foi uma pena eu não ter aprendido com estes resultados nesta fase da minha vida.

Depois disso tive alguns ficantes como qualquer outro homem solteiro. Mas sempre usando a camisinha corretamente. Logo após um tempo o destino me fez conhecer um rapaz bem apessoado em um dos melhores carnavais do Brasil. Gostei muito deste rapaz. Foi educado, me incluiu no seu ciclo de amizades e sempre foi muito carinhoso comigo. No início, tivemos sempre o cuidado de também utilizar o preservativo durante o ato sexual.

Passado um tempo depois, comecei a namorar este menino. Com o tempo, nossa relação foi solidificando até ao ponto de começarmos a transar sem camisinha (O que foi um erro!!!).

Criada a confiança, repetimos várias vezes sexo sem camisinha. Eu e ele éramos versáteis. E fizemos de todas as formas sem camisinha! Após um tempo ele chegou com a notícia que eu precisava fazer um exame. Assustei!!! Mas
depois ele disse que o exame da sífilis (Que não é um HIV, mas tem sua gravidade também!). E assim fiquei tranquilo e topei fazer o exame. Mas depois ele veio me dizer o porque deu fazer o teste. Esse meu ex-namorado veio salientar que o ex-namorado dele tinha dito a ele que estava com sífilis e que era para eu fazer o este como forma de averiguar tal situação. Sendo assim, aceitei o convite dele e fui fazer o teste de sífilis. Assim sendo, acabei fazendo vários testes para doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o teste para HIV.

Nesse meio tempo entre o teste, acabei terminando com ele. Diversos foram os fatores, entre eles a infidelidade (não usando proteção na minha óptica). Depois, descobri que ele foi infiel várias vezes comigo e isso fez a gente se afastar. Com esses contratempos acabei por não ir pegar o exame. O fato deu ter mudado de cidade também colaborou para eu não ter ido pegar os resultados. Nessa perspectiva, concluo que indivíduo provavelmente pode ter sido o rapaz que tenha passado o vírus para mim. Não obstante, nunca sabemos quem realmente nos passou, se a pessoa sabia da doença, sabia que a carga viral estava alta, ou que não sabia de sua condição, etc.

Depois disso passei uns anos sem me ligar para este fato e sem ligar para tais acontecimentos. Conheci outros homens, mas sempre com os devidos cuidados. Mais adiante, voltei a morar com minha mãe até eu vir saber que eu iria estudar no exterior por longos anos. Naquele momento, minha vida era apenas alegria. Fui me organizando ate
chegar o dia de conhecer o velho continente.

Ao chegar no exterior, comecei a estudar, viajar e conhecer novas pessoas. Foi maravilhoso o começo! Passando uns meses me relacionei com um brasileiro, que alguns bons meses depois teve que me deixar e retornar ao Brasil. Com este rapaz também errei! Tive relações desprotegidas com ele. Foi um erro também. Mas a gente nunca sabe. A gente sempre dá um crédito para a outra pessoa, o que é errado.

No meio do nosso relacionamento, o HIV já começava dar seus pequenos sinais. Comecei a ter conjuntivite do nada e seguidas, dores de garganta e também teve uma vez que meu pênis inchou do nada. Nesse intervalo de tempo, ele foi embora e continuei aqui sozinho e cada vez mais notando uns sinais. Cada vez foi surgindo mais nóias.
Foi muito triste o retorno dele para mim. Fiquei triste e bem vulnerável. Com o tempo fui notando que eu tava com o olhos vermelhos de novo. Depois veio uma infecção urinária bem longa, que demorou um mês e meio para cessar. Um outro dia qualquer, acordei e fui ao banheiro e também comecei a notar coisas diferentes ocorrendo na minha boca. Nessa época apareceu cada afta, que deus me livre!

Neste momento da minha vida estava começando a vir na cabeça a idéia do HIV. Comecei a ler sobre e via muita correlação entre infecção urinária e baixa imunidade. Nisso, em outro dia acordei com umas coisas branquinhas na minha boca. Ae tive a certeza que estava infectado. A certeza veio de uma vez!!! Lembrei de uma grande amiga infectologista ter dito a mim que se aparecesse sapinho na boca de adulto, provavelmente era HIV. Lembro que nessa época teve um dia que fui malhar na academia, e toda hora ia no espelho ver se melhorava ou não. Essa
fase foi muito tensa. Estava sozinho, em outro país e sem a quem confiar para dizer o drama que provavelmente estava a passar.

Dias depois entrei na internet e procurei casas de saúde que faziam teste de HIV. Nesta procura achei um lugar bem discreto. Tomei coragem e fui fazer o teste rápido. Lembro como se fosse hoje! Entrei nessa instituição e logo fui atendido pela Maria. Maria era uma mulher muito doce e admirável. Me levou a uma sala e conversou bem delicadamente sobre doenças sexualmente transmissíveis. Bem tranquila um tempo depois ela foi pegar os instrumentos de análises para aplicar em mim. Foi algo bem simples. Ela coletou meu sangue e me explicou sobre os possíveis resultados. Depois dela coletar meu sangue, passou um tempinho e o resultado veio. Maria havia me dito que eu era HIV Positivo. Neste momento meu mundo literalmente caiu. Primeiramente me veio à cabeça apenas coisas ruins. Fiquei tenso e chorei muito. Tive que passar por aquilo sozinho, em outro país e em pleno janeiro europeu (inverno rigoroso).

Maria depois de me passar o resultado ainda foi positiva. Tentou explicar mil coisas e falar que a doença tinha tratamento e que eu não ia ficar magro e ia viver normalmente. Mas a ideia da AIDS não saía da minha cabeça. Dentro da minha cabeça eu me perguntava toda hora: Eu estou com AIDS? Apenas pensava no fim de tudo. Passado um tempo Maria disse que eu precisava fazer o exame clínico pois era mais preciso. E que ainda existia a possibilidade de ter erro no teste rápido (erro mínimo!). Ela era mesmo positiva!

Neste meio tempo havia conhecido um rapaz na minha cidade. Como ele era de uma área de trabalho mais alternativa e me parecia ser bem tranquilo com tudo, resolvi contar a ele sobre o resultado do primeiro teste. Lembro-me que fui a casa dele depois de ter ido fazer o teste no hospital. Cheguei na casa dele e contei tudo. Me abri e me entreguei a ele. Acho que ele entrou em choque, mas foi bem tranquilo e falou que estava comigo independentemente de qualquer resultado. Depois, esse meu amigo disse que iria comigo ao hospital pegar o resultado clínico e me deu muita assistência. Neste momento éramos apenas amigos.

Num dia X, fomos pegar o resultado. Eu estava em outro país e o médico foi muito grosso e não se importou em dar um resultado de uma forma mais branda. Foi muito chocante esse dia! Simplesmente o médico master me pôs numa sala com mais um médico universitário e uma médica que iria seguir meu caso nos moldes de um tribunal. De repente o médico master me deu o papel e disse que ele já sabia do resultado devido o resultado do teste rápido. Bem frio, ele abriu assim um pouquinho e viu positivo para HIV tipo 1. Foi horrendo! Sai daquela sala com o meu amigo com muita raiva da insensibilidade deste médico. Cheguei em casa e ficava me indagando como teria pegado o vírus. Pensei que não conseguiria fazer minha pós, que eu não iria mais viajar como eu viajava, e que eu não iria mais fazer sexo com ninguém, nem fazer atividade física e nem fazer nada. Não vou negar que pensei até em me matar. Mas como eu sou espírita, esse pensamento evaporou-se rapidinho. Pensei principalmente nos meus pais, que nunca mereceriam isso! Além disso, pensei que era uma prova que eu teria que viver nessa encarnação. E que talvez eu poderia ter sido obrigado a passar por esta prova nesta vida ou que eu pelo meu livre arbítrio e por erro optei de passar por estas circunstâncias. No final dos pensamentos, resolvi então aceitar este desafio.

Com o tempo foi me acostumando. Comecei a fazer medicação e tudo. Descobri no início que meu cd4 estava menos de 150. Baixíssimo! O vírus neste momento estava a se multiplicar a todo vapor em meu organismo. Minha saúde estava bem vulnerável naquele momento. Depois de muita conversa, a médica na época disse que  provavelmente eu tinha pego o vírus no Brasil (E nisso veio no pensamento aquele meu ex). Com isso comecei o tratamento com 3 comprimidos. Tomava sempre na hora do almoço.

Achei o horário mais apto para minha vida corrida e tumultuada. Aos poucos fui adaptando a minha vida ao tratamento. Quando eu começava a pensar negativamente, surtar, e lembrar que eu tinha “AIDS”, eu colocava na minha mente que eu apenas tinha um problema de imunidade e que qualquer pessoa estava predisposta a passar pelo o que eu passei.

Com o tempo fui ficando cada vez mais adaptado. Viajei bastante pelo mundo com minha caixinha de remédios (rs). Ter o HIV no meu organismo não fez eu parar de viver como eu pensava. Forcei a fazer atividade física, continuar a sair pela noite e me divertir também. Com o tempo, tomando os remédios corretamente, consegui ficar com carga indetectável e colocar minhas células de defesa (cd4) para os 460.

Nesse meio de tempo conheci um rapaz com que namorei por 2 anos. Sempre usei camisinha no sexo oral e anal com ele, mesmo eu sendo indetectável. Porém eu não cheguei a contar para ele da minha sorologia. Acho que ficava com medo de ser humilhado e da exposição. Mas acho que hoje, se eu tivesse com ele ainda eu contaria. Acabamos por terminar porque ele foi morar em outro país distante e assim nossos encontros foram ficando cada vez mais escassos e cansativos.

Depois disso, por eu ter uma vida muito dinâmica e ter uma profissão que exige muitos deslocamentos territoriais, os médicos resolveram me passar para um remédio único que apenas é administrado aqui na Europa. Não vou negar que foi muito importante este passo para o meu tratamento e para minha saúde mental.

Com o tempo fui voltando a fazer minhas atividades regulares. Até no deserto do Saara cheguei a ir em uma viagem de férias. Passei por muitos aeroportos. Algumas vezes tinha medo das polícias estrangeiras não deixarem eu entrar em algum país por causa dos remédios (nóia). Entretanto, nunca tive nenhum problema. Graças a deus! Para remediar, sempre levava a receita médica escondida na mala. Caso eu precisasse, mostraria a receita que havia a
informação que eu tinha uma doença crônica.

Hoje, estou quase no final da minha tese. Continuo a me relacionar com outros rapazes, sempre tendo o cuidado necessário. O uso da camisinha se tornou algo obrigatório. Os HIV positivos (mesmo indetectáveis) podem adquirir doenças de uma forma mais fácil do que outros indivíduos que tem a imunidade saudável. Não podemos dar bobeira literalmente!

No começo de tudo, tudo é o fim! As noias são bem frequentes. Nesse meio tempo de aceitação (no começo quando eu descobri a minha sorologia), entrei no blog e fiquei amigo do Jeff. Com o tempo o Jeff tornou-se um protetor e um tira-noias que foi muito importante para minha evolução.

Se caso você se descobriu soropositivo, acalma-se! Busque alguém para te ajudar! Uma assistente social é o aconselhável! Para mim a Maria foi muito importante também! Eu ainda não contei aos meu pais e não sei se vou contar. Acho que se acontecer e com o tempo. Cada um faz a escolha mais conveniente. Apenas aquele meu amigo da cidade onde vivo sabe da minha doença. Reflita positivamente! Não pense que sua vida acabou! Depois que eu descobri que era HIV positivo conheci mais 13 países (rs). Não deixei de sair a noite, de ficar até 6-7 horas da manhã
na balada e de beber (só que agora com uma moderação, que não fez falta). Até participar de campeonato de esporte eu participei ficando entre os primeiros colocados nas duas vezes (na Europa). Hoje faço academia e Crossfit.

Tenho um corpo normal de academia e aparentemente bem saudável. Também faço o último nível de pós graduação em uma das universidade mais antigas e conceituadas do mundo. Nesse meio de tempo eu consegui lidar com outros mil empecilhos, como qualquer outra pessoa “soronegativo” apresenta. Não vou negar que às vezes vem uns pensamentos chatos. Muito devido ao assunto aparecer na roda de amigos próximos ou no dia a dia em conversas informais com desconhecidos. Mesmo na minha área de trabalho em que há pessoas com alto nível de instrução existe muito preconceito e falta de informação adequada. Entretanto tento focar e pensar positivo sempre.

Em outras circunstâncias também busco entender que existem pessoas não tiveram uma boa qualidade de educação durante a vida e que as vezes elas falam as coisas sem conhecimento e sem saber suas consequências. Apenas com o tempo você vai saber contornar melhor e levar a situação para o seu lado. Sei que ainda vou passar por muitos constrangimentos, como voltar para o Brasil e ter que procurar um novo médico, e às vezes mudar a medicação e me adaptar ao contexto brasileiro novamente(família). Mas faz parte e estou disposto a ganhar mais uma batalha. Algumas limitações vão existir, mas nada que não possa ser remanejado com paciência e cautela. E nada que modificará radicalmente sua vida.

Acredito que nós todos temos um tempo na terra encarnado. O nosso livre arbítrio pode nos levar a escolher como passaremos esse tempo aqui. Adaptar e aceitar as circunstâncias que a vida nos impôs é o melhor caminho. Partir antes sem cumprir a nossa meta pode ser extremamente desastroso para nossa evolução. Encare essa etapa como um desafio a ser cumprido. Lembre-se que tudo nessa vida um dia passa! Siga o seu tratamento adequadamente. Assim você não terá nenhum dos efeitos secundários da doença. Você morrerá por causa de uma unha encravada, mas não por causa do HIV (Palavras de uma infectologista). Deixe o senhor passar e comandar as coisas que tudo vai dar certo.

Aprenda com o erro e vive a vida da melhor forma possível!


Este foi o depoimento do nosso amigo Douglas.

Amigo Douglas,

Muito obrigado pelo seu depoimento! Desejo a você , toda a felicidade do mundo, a pior fase já passou! Tua história é linda e ainda vais conquistar muito mais!

Um abraço


  • Se você tem uma história de superação e ou de uma batalha que está travando no momento! E tiver vontade de compartilhar, envie seu depoimento para o email: depoimentos@vivercomhiv.com.br Vou adorar conhecer sua história e publicar ela aqui.
  • Todos os nomes mencionados neste depoimento são fictícios.

Autor do Post Jeff

Eu sou o Jeff! Muito prazer! Sou soropositivo há 15 anos. Levou bastante tempo até eu aceitar essa minha nova condição e realidade, e depois de alguns percalços da vida eu levo uma vida boa e feliz! Criei esse blog para tentar te mostrar, que a vida é muito maior do que um mísero vírus e que não podemos fazer nossa vida girar em torno disso.

6 Comentários em “Depoimentos: A vida continua.

    Tyago carvalho ( 30/10/2017 - 10:24 PM )

    Lindo depoimento, estimulador!!!! Abraços

    Rick*+ ( 01/10/2017 - 2:12 AM )

    Querido Douglas,

    A sua história êh um exemplo de coragem e honestidade a ser seguidos por quem acham q a vida parou, acabou e q vc so tem alguns segundos pra viver.
    Vc tem toda razão qdo vc fala sobre o nosso livre arbítrio e na luta em encarar os desafios q a vida nos impõe, pois acredito como vc por ser espirita tbm, q todos nos temos nosso tempo aki e aceitar esses desafios torna a vida mais leve, pois bem sabemos q nada êh para sempre.
    Sabe Douglas, qdo descobri ser portador foi doando meu sangue e eu tinha total certeza q eu nao tinha nada, pois sempre fui neurótico com isso. E ao descobrir ser positivo te confesso q passou um filme na minha cabeca, pois eu sabia exatamente com quem eu tinha saído e sempre muito cuidadoso em manter um sexo seguro.
    Mas, infelizmente eu passei por uma situação muito difícil de ser digerida e sabia q poderia ser naquela relação q houve o contagio. Pois meu parceiro q já nao se encontra mais aki, fazia de td pra tirar o preservativo. E eu sempre discutindo e quebrando o clima do tesao, pois nao aceitava de forma alguma ser passivo ou ativo, sem uso de proteção.
    Nao posso afirmar com tdas as letras q foi ele, pois qdo descobri já nao tinha mais nada com ele e o que me levou a pensar q foi ele o transmissor consciente, foi eu ter descoberto q ele havia tirado a própria vida.
    Se êh um Carma q voltei pra resolver , farei tudo pra nunca na minha vida passar pra alguém, pois bem sabemos q essa atitude e abominável e êh considerada crime.
    Nao tenho ninguém a um tempo, sinto falta de um companheiro, pra q eu possa juntos delinear um futuro a dois, mas, enquanto isso nao acontece, tento levar uma vida serena e saudável, esperando a pessoa certa pra entregar o meu coracao. Pois o sexo êh mto bom, mas, nao êh tudo pra mim, quero muito mais do que uma cama, quero poder amar alguém e ser amado da maneira q sou. Eu sei q existem pessoas q pensam como eu, de bom caráter, q se respeitam e sao fieis numa relação .
    Hj em dia to mto bem comigo msm e moro com minha mae q sabe de tudo, alias, minha familia toda sabe desde o primeiro dia q descobri em 1995 e sempre estiveram ao meu lado. E so comecei a tomar os antirretrovirais a 3 anos e sou indetectavel assim q comecei o tratamento.
    Te desejo muito sucesso na sua vida sentimental, familiar e profissional. De um grande abraco nesse teu amigo q te abraçou e te acolheu num momento tão difícil da sua vida. Um amigo como ele vale ouro e deve estar guardado sempre no lado esquerdo do peito, dentro do seu coracao.
    Espero poder ser teu amigo virtual e dividir muitas alegrias com vc.

    Foi um prazer falar contigo,
    Com carinho,
    Rick*+

    Horus ( 29/09/2017 - 1:25 AM )

    Oi Douglas!
    Incrível seu depoimento.
    Assim como você eu tbm considero o Jeff como meu Personal Tira Noias rsrssrs já foram tantas!
    Minha maior vontade é depois que me formar fazer a pós no exterior tbm já estava deixando essa vontade de lado mas depois de ler esse depoimento uma luzinha voltaram a brilhar aqui!
    Já fazem 7 meses que eu descobri q sou positivo, felizmente indetectável desde o primeiro mês! Agora me conta o procedimento para a medição aí fora é complicado?
    Vc retira medição para pssar quanto tempo?
    Abraço!

    Douglas ( 12/09/2017 - 7:02 PM )

    Obrigado Jeff! Adorei vc aqui denovo! Abraços! :)))))

      Gustavo ( 13/09/2017 - 4:10 AM )

      Parabéns Douglas! Eu me identifiquei muito com o seu depoimento… Fique tranquilo, aqui no Brasil você será bem assistido. Eu mesmo só tomo um comprimido antes de dormir, e fiquei intedectável com apenas 1 mês de tratamento. Que os irmãos de luz te guie pelo melhor caminho!!!

      Jeff - Viver com HIV ( 13/09/2017 - 6:22 AM )

      Obrigado querido amigo!!

      Um abraço

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